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Já mataram a educação. Não matem a arte também, por favor.

                Vestibular, por princípio, é um câncer pra educação: faz todos os alunos amontoarem uma quantidade absolutamente irreal de conteúdo de pouca utilidade. A única parte decente, em teoria, é a redação. Avalia algo útil a todos, e desvaloriza as maquininhas de estudar de cursinho.

                O problema é que, no intuito de “facilitar e padronizar a correção”, a redação do vestibular caiu num clichê, num padrão detectável. Rapidamente, os Objetivos e semelhantes atacaram, e lançaram cursos/classes de redação, com “professores” que treinam para a maldita redação. Sim, conseguiram matar a redação também.

                Mas, tudo bem, dissertações e cartas têm “modelos”, clichês, que são usados pela maioria das pessoas com capacidades limitadas de comunicação. Então, acho menos grave que ocorra essa também padronização no vestibular. Acho péssimo, claro, mas nada comparado a um dos maiores erros já cometidos na história da educação brasileira: narrativa no vestibular.

                Não contentes com o brutal assassinato das redações em geral, mataram também a literatura. Sim, mataram, porque a literatura se origina de inspiração, percepções subjetivas, expressão da criatividade e genialidade do autor. Exigir isso em uma tarde, com tema, tamanho e estilo padronizados, é envergonhar a literatura mundial. Sem exagero. Só a idéia de que é possível criar uma proposta genérica, que possa ser interessante e fonte de inspiração a todos os vestibulandos, é ignorar completamente a individualidade humana de cada um. Não que o sistema educacional brasileiro inteiro já não faça isso, mas mesmo assim.

                Narrativa tem que ser arte. Se não tiver for, não é narrativa, é só uma historinha. E, do mesmo jeito que não se cobra arte em prova de aptidão, não se pode cobrar arte no vestibular. Simples assim. Arte não se faz em duas horas.

Análises leigas de pré-Oscar

                Este que vos escreve embarcou numa missão quase que hercúlea, neste mês de fevereiro: em duas semanas, assisti a todos os filmes indicados a alguma coisa no Oscar 2011. Mas comentarei apenas sobre os indicados a melhor filme; fiquei com sérios problemas de tempo depois da maratona.

                Como conjunto, a leva 2011 é equivalente à de 2010 em qualidade. Se no ano passado alguns filmes, como Bastardos Inglórios, Hurt Locker e A Serious Men eram excelentes, um nível bem acima dos demais, neste ano temos mais homogeneidade. À exceção de Cisne Negro, nada de espetacular, mas todos com um nível próximo e elevado.

                “Cisne Negro” é obviamente o melhor, em todos os sentidos. Direção característica de Aronofsky, com o mesmo estilo mindfuck de “Pi”. Com um roteiro também excepcional, colocou muito marmanjo pra ver um filme sobre uma dançarina de balé. Grandes filmes são assim.

                Ainda no estilo mindfuck, “Inception” se destaca, apesar de não ter explorado todo o potencial. Com uma grande história, elenco fenomenal e efeitos especiais de primeira, não conseguiu ultrapassar a barreira do muito bom. “O Discurso do Rei”, por exemplo, foi melhor, utilizando-se de produção bem mais simples. O número de indicações impressiona, mas o conjunto do filme é inferior ao dos últimos citados. É bem filmado, tem bom argumento e atuação excelente de Colin Firth, mas histórias de realeza dizem muito pouco para quem assiste e não faz parte desse mundo. Não é questão de não ter o estilo hollywoodiano, simplesmente destaco o fato de a vida de realeza ser absolutamente desconhecida de 99,9985 das pessoas do planeta.

                “Inverno da Alma”, com Jennifer Lawrence, é uma bela surpresa dessa temporada. Uma história bastante carregada, tensa, e com fortes elementos dramáticos, numa produção bastante simples e barata. “127 horas” foi também uma surpresa, especialmente para mim, pois não acreditava que um filme com um cara preso numa pedra poderia ser assistível; e é, bastante. Me desapontei apenas com a volta o discursinho Slumdog Millionaire de predestinação, que aparentemente contaminou Danny Boyle, diretor de ambos os filmes.

                “O Vencedor”, “A Rede Social” e “Bravura Indômita”, tão esperados e elogiados, são filmes apenas bons em minha opinião. O primeiro parece filme alternativo inglês, com cinematografia bastante estranha, além do contraste de atuações de Cristian Bale(brilhante) e Mark Wahlberg(o mesmo de sempre). O segundo é bem executado e tem uma história envolvente, mas o caráter hollywoodiano da produção tira o brilho da espetacular trama. O terceiro, o mais esperado por este que vos escreve, não tem o mesmo impacto do original. Joel e Ethan Coen até conseguiram adicionar seu estilo ao original, mas alguns elementos da história original criaram um híbrido infértil, uma mistura sem sal. Não é nem um remake do original, nem um filme dos irmãos Coen.

                Toy Story 3 mantém o nível dos dois anteriores e consagra a trilogia como uma das melhores animações de todos os tempos, mas não tem cacife pra disputar melhor filme. The Kids are All Right, a única comédia, é apenas razoável. Mark Ruffalo está muito bem, e só; uma história com bastante potencial se tornou apenas um filme de Globo de Ouro.

                Sendo assim, termino a lista dos melhores do ano. Acredito que o saldo tenha sido positivo, com a compensação de surpresas positivas e negativas. Agora só nos resta esperar até dia 27.

Curta análise e demonstração de APVs

Este é um texto original do O Globo na internet. Não tenho absolutamente nada contra este órgão em especial, apenas selecionei uma matéria que serve muito bem para propósitos de argumentação.

QUITO - O presidente Rafael Correa venceu o último obstáculo em sua corrida para convocar um referendo constitucional, apenas dois anos e meio depois de ter aprovado a reforma da Carta Magna.

Após a Suprema Corte ter autorizado a convocação do referendo - previsto para o final de abril - agora foi a vez de o Tribunal Constitucional de Quito aprovar as dez perguntas da consulta que, entre outras questões, pode resultar na ampliação dos poderes de Correa sobre o Judiciário do país.

Considerada “uma vitória da democracia e do povo equatoriano” por Correa, a consulta popular é vista como uma violação da Constituição pela oposição, que critica o afã do presidente de tentar controlar a Justiça, além da tentativa de restringir a liberdade de imprensa no país.

As dez perguntas abordam desde a regulamentação de briga de galo até a proibição a diretores e sócios de bancos e meios de comunicação de ter negócios em outros setores- considerado um dos pontos mais controversos do referendo. O governo se justifica alegando que há conflito de interesses nesses casos, mas empresários do setor acreditam que essa seria uma medida autoritária.

Neste curto artigo, usarei o texto acima para provar a inexistência da chamada “imparcialidade” da imprensa. Comecemos.

Primeiro de tudo, é importante ter em mente que as evidências da parcialidade não são claras e abertas, facilmente reconhecíveis. São pequenos detalhes, como escolhas sintáticas, de advérbios e adjetivos e usos de recursos lingüísticos que demonstram a leve “alteração por ponto de vista”(APV, em termo cunhado por mim mesmo) do texto. Não digo que seja uma notícia manipulada, com a intenção de ludibriar o leitor; apenas mostro que convicções e pontos de visto do redator influenciam a maneira como os fatos são apresentados. Mas vamos aos trechos:

                a) “pode resultar na ampliação dos poderes de Correa sobre o Judiciário do país”

Esta é a APV mais clara de toda a notícia. Com o curto trecho, o redator se posiciona frente ao referendo, classificando a proposta como um controle do governo sobre o Judiciário. O texto original da proposta dá sim margem para essa interpretação, mas o fato de o redator ter feito-a e colocado-a na notícia caracteriza uma APV.

            b) “Considerada “uma vitória da democracia e do povo equatoriano” por Correa, a consulta popular é vista como uma violação da Constituição pela oposição, que critica o afã do presidente de tentar controlar a Justiça, além da tentativa de restringir a liberdade de imprensa no país.”

Esta APV é mais sutil. Se, por um lado, a notícia apresenta os dois lados da discussão, o lado da oposição ganha destaque. Enquanto que para a posição do presidente foi escolhida uma frase genérica, pouco esclarecedora e colocada entre aspas, quase que como a ironizando, para a oposição foram colocados dois argumentos racionais e em redação direta, sem citação. Não é possível alegar falta de informação pois, além da fala genérica, Correa apresentara argumentos válidos para a sua proposta.

                c)”(…) a proibição a diretores e sócios de bancos e meios de comunicação de ter negócios em outros setores- considerado um dos pontos mais controversos do referendo”

Uma APV também sutil, e que só faz sentido no conjunto do texto. Sim, a proibição é um dos pontos mais controversos do referendo; mas a reforma do Judiciário também é, e até mais. E porque só comentar a controvérsia no segundo caso? Porque, no primeiro, a controvérsia não existe para o redator. No julgamento dele, a reforma do Judiciário é o controle do governo sobre o Judiciário, inconscientemente anulando a controvérsia do assunto e manipulando a comparação de argumentos.

                Enfim, estes são apenas três APVs de uma notícia curta e analisada rapidamente. Mal pode ser considerada uma análise, na verdade; chamemos de leitura criteriosa. Não acredito que provem irrefutavelmente a minha teoria da não-existência da imparcialidade, mas já é um começo. Ainda vou ser um verdadeiro pesadelo para os idealistas do jornalismo.

Fogueira ideológica

                Filiados e militantes de partidos políticos, queimem suas carteirinhas. Sério, façam uma fogueirona, ou ao menos reconsiderem sua escolha. O meu partido toma posições que condizem com as minhas opiniões e ideologias pessoais? Meu partido cumpre o que diz, tanto nas campanhas como no Estatuto?

                Pode parecer exagero, mas a verdade é que a grande maioria dos partidos brasileiros está em decadência ideológica. Partidos de direita geralmente têm receio de assumir a posição, e se denominam “centristas”; partidos de centro-esquerda se dizem representantes da população, mas elegem vários ricaços; partidos de extrema esquerda se isolam tanto das discussões políticas multi-ideológicas que conformam-se com o discurso tradicional e desatualizado.

                Os estatutos, feitos há pelo menos 20 anos, discordam com as ações atuais do partido – só pra demonstrar, o PSDB tem em seu estatuto a defesa da reforma agrária e da auditoria da dívida pública! Os membros não têm ligação ideológica com os partidos; escolhem-os apenas por associações políticas com lideranças. Se não for isso, como explicar a cogitação de Kassab de migrar para o P”C” do B?

                E, claro, como ignorar a votação do salário mínimo, a grande evidência da decadência partidária do momento? PSDB, DEM, PSDC e outros partidos de “centro”-direita, tradicionalmente defensores do controle da inflação e do Estado mínimo, votando a favor de um mínimo maior, e partidos de esquerda, como PT, P”S”B, P”C”do B e PDT defendendo um valor menor.

                Pode-se perceber que chegamos a um ponto em que a política se torna apenas jogo político. Não é uma questão de democracia, de discutir propostas pelo país, mas apenas uma questão de se manter no poder. Se antes tínhamos partidos divergentes, hoje temos duas dúzias de PMDBs. 

A falácia das lições

                Se você já teve ao menos uma semana de aula em uma escola brasileira, deve conhecer bem o discurso clássico sobre tarefas, lições de casa: “tem que fazer, é importante pra você, ajuda nos estudos, faz parte da aprendizagem”… Tudo certo, realmente pode ser útil.

                Mas o protocolo também inclui fiscalizar a realização ou não das lições. E é aí que encontramos a grande falácia do moralista discurso assumido pelos “educadores”. Se é tão importante a realização das tarefas, se é tão determinante no aprendizado da matéria, os resultados não apareceriam nas provas? Se as lições são tão indispensáveis a ponto de todos serem obrigados a fazê-las, um aluno que não fizesse nada teria influência dessa deficiência em seu estudo refletida na nota dos exames.

                E não é birra de aluninho que “não quer fazer lição só porque não gosta”. Só acredito que as escolas deveriam ser menos autoritárias e generalistas, assumindo que há um modelo de estudo igual para todos; não existe. O quanto mais cedo perceberem isso e começarem a dar liberdade e apoio para cada aluno a fim de encontrar seu modelo pessoal de estudo, bom tempo das aulas serão economizados com fiscalização de lição.

                E mais, não é apenas um argumento ad rem, ou seja, no princípio do discurso, mas também ad hominem: o discurso é falacioso e ilógico. E não sou eu que estou falando, é a Lógica aristotélica. Vão querer discutir até com Aristóteles, agora? 

Campinas, o puteiro a céu aberto

                Campinas está em destaque no país, segundo a Carta Capital. Nessa semana, publicaram uma matéria exclusiva sobre a situação do bairro de Itatinga, conhecido na região inteira como O ponto de prostituição do estado. Até aqui em Monte Mor chegou a informação.

                E é verdade, o bairro é praticamente uma cidade-puteiro; mas, como comentado na matéria, não é só isso. Viver lá deve ser pior que nos DICs, a região mais pobre da cidade: as condições são pouco melhores e não dá pra dizer onde se mora.

                Mas vamos falar sério: a culpa é de quem? Das putas? Pô, é o trabalho mais antigo e mais honesto do planeta. Só vira puta quem tem mesmo, trepar toda noite só dá merda. É gente sem condições, sem educação, sem estrutura familiar, sem perspectiva na vida e sem outra opção de trabalho.

                Tem que reclamar com os políticos e os policiais de Campinas, que expulsaram todas as putas do centro, onde circula a classe média, e forçaram a mudança pra um único bairro. Culpa também da lei brasileira, que não libera oficialmente a prostituição, só “não proíbe”. Se tivéssemos prostituição como profissão regularizada, com puteiros oficiais e fiscalizados, teríamos mais segurança pra putas, consumidores e vizinhos. Se tivesse um órgão público de fiscalização, também haveria controle, pra que não instalassem 300 puteiros no mesmo bairro, fudendo a vida de quem mora lá.

                E, só pra deixar claro, não acho que se prostituir é uma coisa normal ou saudável. Só acho que a prostituição é comum e inevitável na nossa cultura, e que precisamos aceitar isso pra evitar o sofrimento dos envolvidos.

                Legalize now!

Foi vergonhoso mesmo.

Antes do jogo, eu estava esperançoso. Apesar de saber de antemão a merda que o Tite ia fazer, ainda esperava que, por um milagre, pudesse dar certo. Afinal, era Libertadores, os jogadores deveriam estar um pouco motivados e dedicados.

Não estavam. E, por incrível que pareça, conseguiram jogar pior do que no jogo de ida, no Pacaembu.

O primeiro tempo foi o pior dos últimos 3 ou 4 anos no Corinthians. O time rebaixado de 2007 jogava mais que isso. O Tolima atacava mais e o Corinthians nem tentava atrapalhar; mesmo com 3 volantes e os laterais presos, havia espaço para os colombianos fazerem o que quisessem. Culpa do Tite, que além de escalar mal não se preparou para o jogo assistindo partidas anteriores do Tolima jogando em casa.

                O esquema do time é um 4-4-2 com meio-campo em losango, com Jorge Henrique(!) na armação. Medonho, simplesmente. Não tem criação de jogadas e o Corinthians não joga no contra-ataque desde o time rebaixado. Inventar nova maneira de jogar dá merda em 87% das vezes, e dessa vez foi igual. Precisaríamos de um Morais ou Danilo pra fazer o jogo fluir.

                O segundo tempo começou melhor, com o time vindo mudado do vestiário. Durante uns 10 minutos, Jucilei e Paulinho chegaram à área, Dentinho e JH se movimentaram, até o Ronaldo deu mais de três passos. Mas não durou nada, porque time mal organizado e mal treinado não dura jogando bem por mais de três chutes no gol. E o Tolima, quietinho, esperando os brasileiros baixarem a bola, os jogadores muito concentrados (ao contrário do que diziam os brilhantes e imparciais comentaristas da Globo). Na primeira oportunidade, bola através da linha burra e o atacante ficou de cara com o Júlio César. Aí não dava pro mito, né?

                No desespero, Tite fez nas substituições o que devia ter feito desde o começo: pôs quem conseguisse armar o jogo em campo. Certo que Danilo já passou do tempo, e Ramírez obviamente é completamente desequilibrado. Joga bem, mas dando essas cagadas pode ir lá pro Goiás junto com o Wellington Saci. Com 10 em campo, aí que fudeu. Todo mundo correndo sem direção, sem noção. Numa dessas, bola nas costas do lateral e segundo gol.

                Os tradicionalistas que me desculpem, mas nessa hora desliguei a TV. Simplesmente não tinha mais motivos pra sofrer.

                O Corinthians deu vexame sim, foi vergonhoso. Mais do que no primeiro jogo, com certeza. Não vi quase nenhuma dedicação em muitos jogadores. Sério, parecia que era jogo do paulista.

                Tite tem que sair, e minhas fontes já informam que Andrés Sanchez nem esperou a panela esfriar pra tirar a empada; um novo treinador deve ser anunciado antes do jogo contra o Palmeiras. Cachito Ramírez pode ter outra chance, porque cai bem no time, mas precisa ficar o paulista inteiro na geladeira, pelo menos.

                Jogando muito mal e confiando num técnico fraco e num elenco restrito, o Corinthians cai na Liberta mais uma vez. Jogando sem meias, marcando mal e o jogo inteiro sem centroavante.

E Bruno César, revelação do campeonato e preterido por Tite, sorri de leve em algum canto do vestiário.

Não era desejável que os proles tivessem sentimentos políticos definidos. Tudo que lhes exigia era um espécie de patriotismo primitivo ao qual se podia apelar sempre que fosse necessário levá-los a aceitar ações menores ou maior expediente de trabalho. E mesmo quando ficavam descontentes, como às vezes acontecia, o descontentamento não os conduzia a parte alguma porque, não tendo idéias gerais, só podiam focar a animosidade em ridículas reivindicações específicas. Os males maiores geralmente lhes fugiam à observação.
George Orwell, ‘1984’

One hundred scalps

“Lt. Aldo Raine: My name is Lt. Aldo Raine and I’m putting together a special team, and I need me eight soldiers. Eight Jewish-American soldiers. Now, y’all might’ve heard rumors about the armada happening soon. Well, we’ll be leaving a little earlier. We’re gonna be dropped into France, dressed as civilians. And once we’re in enemy territory, as a bushwhackin’ guerrilla army, we’re gonna be doin’ one thing and one thing only… killin’ Nazis. Now, I don’t know about y’all, but I sure as hell didn’t come down from the goddamn Smoky Mountains, cross five thousand miles of water, fight my way through half of Sicily and jump out of a fuckin’ air-o-plane to teach the Nazis lessons in humanity. Nazi ain’t got no humanity.

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The first, the last and the best

Some say the most important love is the first one. It’s the one you never forget, it’s the one you’ll cherish for the rest of your life. But, as the first, it will always be awesome, however bad it actually was. It can be a pure illusion, just your first glance of absolute happiness.

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Caralho. Porra. Puta que o pariu.

Você ficou atordoado com o título do post? Então você sofreu lavagem cerebral da sociedade e da igreja católica. Sério. 

Palavrões, obviamente, não são vocabulário que pode ser utilizado em qualquer situação. Ninguém vai ver a Dilma falando “chupem, filhos da puta” no discurso da posse. Mas também não são linguagem de marginal, como pregam os moralistas.

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